E que o carinho te encontre desarmado...
Que a ternura te surpreenda...
Que o querer bem se aninhe em seu coração...
E que o seus dias sejam uma sequencia de aconchegos e afagos ...
domingo, 26 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Agosto...
Eis
que vem Agosto! Mês dos recomeços:Volta às aulas, retorno ao trabalho,
recomeço de planos e sonhos. Mês das queimadas que com suas lambidas de
fogo destrói pra reconstruir; com mais força e beleza. Agosto dos ventos
inconvenientes e frios incomodadiços. Mês que nos obriga ao
recolhimento e as reflexões...Agosto é um mês irritadiço, bravio, sem
ternura e sem aconchego. Eu amo Agosto, mesmo que... ele levante as
saias das mulheres, suje com sua poeira fina as portas e janelas,
bagunce os quintais com ventos desaforados e irrite os animais com a
sequidão de seus "maus ares". Eu amo Agosto! Porque me trouxe o filho Lucas Fonseca:
O filho mais querido, não por amá-lo mais, mas porque o amo a mais
tempo, de tempos imemoriais! Portanto, que seja bem vindo, o mês de
Agosto! Que tinja os campos com suas flores singelas e alegres de
algodão, que prepare e nos presentei com uma primavera repleta de cores e
amores! Viva Agosto! Que venha cheio de bom gosto!
domingo, 22 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Jardim...
Não é necessário um grande espaço para cultivar um jardim...
Um jardim só
necessita de delicadeza, sensibilidade e boa vontade...
Cuidar de um
jardim é cuidar de si mesmo e estimular a arte de cuidar do outro...
Quem cuida de
um jardim será sempre surpreendido pelas flores , pássaros e
borboletas...
Cultivar um jardim é cultivar o belo!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Azul...
De todas as cores, o azul é a mais feliz! Talvez, por estar no
céu...Talvez, por se derramar nas águas...Talvez, por se entremear entre
as flores...O azul gosta de se exibir nos olhos da pessoa amada... Na
dureza da Safira e em inúmeos cristais engastados nas rochas...O
azul...Oh, o azul! O meu planeta, a minha casa a terra é azul! Nada mais
justo portanto, que a felicidade esteja vestida de todas as nuances do
azul. Estar feliz é mergulhar no azul...Oh, o azul...!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O colecionador...
Ele gostava de acumular coisas. Sentia um deleite infinito em acomodar coisas em aparadores, caixas e, muito das vezes, salas inteiras. Usava o pronome da posse de forma abrangente e quase definitiva. Causava-lhe um prazer quase sensual pronunciar: - Meu carro! -Minha casa! -Meus livros...!
Sofreu dores atrozes quando tentou possuir pessoas. Na impossibilidade de dominá-las, as perdia e em perdê-las se desnorteava, se machucava. O stand de sua afetividade era de um vazio avassalador. Uma coleção silenciosa de ausencias e indiferenças.
Ela percebeu o desvio dele na eloquencia com a qual ele reforçava suas posses e enumerava seus títulos.Percebeu a vulnerabilidade no discurso vazio sobre seus feitos e ganhos e na dificuldade em tecer à sua volta laços afetivos amigáveis e duradouros.
No último encontro que tiveram ela se deparou com um homem obscuro e ansioso. Foi sem assombro que percebeu que, apesar de ter uma sala repleta de títulos músicais ele a recebeu em um silêncio constrangedor. Não menos constrangedor foi presenciar o entusiasmo forçado com que ele lhe apresentou sua coleção de cartas de tarot; cartas desconexas, tristes e desinformadas, onde não se vizualizava o futuro e o passado se resumia, apenas, nas nódoas presentes nas gravuras e números.
Foi lhe apresentada também; incontáveis fotografias antigas e despersonalizadas, e livros diversos, e recortes perdidos e completamente desnecessários. E quando finalmente ele cerrou as cortinas e tombou sobre o corpo dela e a invadiu quase que com raiva, a posse veio com uma urgencia agressiva e frenética, num gozo vazio e profundo.
Fotos, livros,músicas...Tantas coisas tinha ele!
E ela só possuia o que podia reter nas lembranças ou envolver num abraço.
Viu portanto a impossibilidade do seu afeto e o desperdício desnecessário de sua ternura.
Ele não a reteve entre suas coisas... E ela o guardou na lembrança.
E não foram felizes para sempre!
Ele não a reteve entre suas coisas... E ela o guardou na lembrança.
E não foram felizes para sempre!
sábado, 12 de maio de 2012
Silêncio...
Em uma conversa intimista, um amigo querido me questionou:
Como você preenche sua vida se voce não gosta de música?
Se vc não ouve músicas e mal conhece os grandes artistas musicais?
Respondi sem titubear: De silêncios! Minha vida sempre foi pautada no silêncio.
Apesar de ser vista como uma pessoa esfuziante e tagarela, sou absurdamente silenciosa.
Quando falo perco-me nas minhas palavras, nos meus risos, nas minhas insanidades.
Quando me calo o silêncio me invade e me questiona,
me justifica, me consola, me aconselha e, principalmente, me faz companhia.
Há pouco espaço pra músicas na minha vida.
Sou muito prosa, eu me ouço muito e ao me ouvir perco-me em silêncios absurdos e é mergulhada nesses silêncios abissais que me reconstruo e me fortaleço.
Sou um ser embebido de silêncios!
O silêncio me protege do mundo, dos seus tumultos e das suas maldades.
E é no silêncio que me percebo melhor, mais integra, mais leal.
É no silencio que fortaleço minha generosidade, minha empatia, minha capacidade de ser gentil, disponivel e sempre responsável com meus afetos.
Engrandeço-me nos meus silêncios, Torno-me digna e dignifico os que de mim se aproximam.
E não raro é no silencio extremamente doloroso que espero curar minhas feridas.
A vida nunca me foi muito gentil, as pessoas em geral são mesquinhas, crueis e fúteis.
Tem muita música no mundo... muito barulho... muitos ídolos...muita religiosidade.
Muitas são as palavras, as vozes, os discursos, os sons...
Gosto de mergulhar no silêncio, me aconchegar nele.
Eu sou infinitame antiga..."No tempo da música eu acho que nem tinha nascido..."
Na verdade gosto de mim...E das análises infindáveis que faço de minha alma, dos outros
e principalmente de voce.
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